Este não é um blog, mas um reblog. É um ambiente de aprendizagem. Mas o que é um ambiente de aprendizagem? - Carteiras? Quadro? Algumas janelas? Nós aprendemos através de nossas interações com professores, pais, colegas e o mundo em nossa volta, considerando que a interação é um dos mais importantes elementos da aprendizagem. Este reblog é dedicado a todos aqueles que colocando perguntas estimulam o estudo e as respostas.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

The brands we choose reflect how we see ourselves

Each day we make thousands of conscious and sub-concussion decisions about the brands we wish to include in our lives. Our choice of which brands we choose to connect-with is often a reflection of how we see ourselves and how we wish the world to see us. Some of these brand associates are more overt than others, but when mapped as a whole they create a sense of personal brand identity. ‘Brand Mapping’ as we call it forms part of the Insights process we use on our commercial projects. Brand mapping helps us to immerse our thinking into the lives of target markets our clients’ brands wish to connect with truly and deeply.
Here’s my brand map for Monday 03 August. Try creating your own brand map, or have some of your closest clients and customers track theirs – the results are guaranteed to be interesting. Send us your maps, we’d love to see them too.
Dave.

Quem quiser enviar o seu mapa segue o link: http://ow.ly/knXh
Br
and Map 03 August 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Faça um e-book na Facul


A Editoraplus.org criou um projeto educacional, partindo de três premissas bem simples: que não envolvesse custos nem mexesse com dinheiro; dependesse apenas das pessoas quererem participar dele, para acontecer na prática; e produzisse um resultado final concreto. A partir disso, surgiu a pequena gota do oceano da Plus, o projeto Faça um E-Book na Escola, lançado oficialmente esse mês.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O movimento é irreversível


Os blogs corporativos começam a assumir os canais de relacionamento de empresas e instituições com uma eficácia que websites, telefones e atendimento pessoal não conseguem pela simples razão de que falta a estes canais algo que os blogs promovem com muita eficiência: redes sociais.Um exemplo desse fenômeno é o blog da ABRH-Nacional, um dos finalistas do Prêmio Aberje de 2009, que já está no ar há pouco mais de um ano.


Fundada em 1965, a ABRH-Nacional é a organizadora do Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, o CONARH, o maior evento do segmento de Recursos Humanos da América Latina e o terceiro maior do mundo.“Lançamos o blog em 2008, a poucos meses do CONARH do ano passado, visando criar um canal alternativo de comunicação com a sociedade e nossos públicos de interesse como os gestores de pessoas e executivos interessados no tema de gestão de pessoas.


No entanto, o blog se revelou muito mais do que isso, tornando-se rapidamente uma ferramenta de construção de rede social”, assinala Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional.Pouca gente se dá conta do que é uma ferramenta de rede social. Para muitos, os blogs são espaços onde as pessoas publicam notas, informações ou reproduzem vídeos e áudios. Transformar o blog da empresa ou da instituição em uma ferramenta de rede social exige, acima de tudo, dar cara, voz e espaço para os públicos com os quais as empresas e instituições se relacionam. Por essa razão, assinala Chelotti, o blog da ABRH-Nacional publica inúmeros vídeos produzidos especialmente para o blog, com entrevistas e depoimentos de gestores de pessoas, consultores, palestrantes, professores, executivos, diretores e presidentes de empresas, que falam sobre gestão de pessoas de diferentes pontos de vistas:“Quando publicamos um vídeo como este, e já fizemos isso mais de 200 vezes, criamos um elo importante com as pessoas com as quais nos relacionamos, que passam, elas próprias, a divulgar o blog e o trabalho intenso da ABRH-Nacional no sentido de desenvolver a gestão de pessoas no Brasil e melhorar o desempenho das empresas. Isto é rede social, ou seja, grupos de interesse se articulam ao redor de um espaço e contribuem para a criação e difusão de conhecimento e relacionamento”, explica.


Nesse sentido, os blogs não se limitam a ferramentas de publicação de notas e fotografias, mas assumem a função de articular redes sociais de conhecimento e relacionamento quando conduzidos com este objetivo. Chelotti assinala que a audiência do blog da ABRH-Nacional supera, em alguns momentos, toda a base de associados das 23 Seccionais da entidade espalhadas pelo país, mostrando que o blog ajuda a ampliar as fronteiras da instituição.


Outro aspecto marcante do blog é que os conteúdos publicados ali seguem sendo acessados a despeito de estarem ali desde 2008, especialmente os vídeos. Como o blog publica trechos de entrevistas e de palestras de todos os participantes do CONARH de 2008, estes vídeos seguem sendo vistos e, de fato, estão entre os mais vistos do blog, mostrando que muitos conteúdos e temas tratados ali seguem interessando o público que se relaciona com o tema de gestão de pessoas. Exemplos desses vídeos são os que mostram entrevistas e depoimentos com profissionais como William Bonner, da TV Globo; o médico Dráuzio Varella; além de palestrantes internacionais como Linda Gosselin, vice-presidente de Recursos Humanos do Cirque du Soleil, que este ano visita o Brasil.Qualificação da informação – Além de promover a articulação de uma rede social online, os blogs corporativos têm outras virtudes, como, por exemplo, qualificar a informação que passa a circular pela ferramenta.


Hoje, a ABRH-Nacional sabe, dia a dia, quais palavras chaves as pessoas digitaram em sites de busca que as levaram ao blog, o que permite avaliar com mais precisão os temas que estão fazendo as cabeças das pessoas interessadas em gestão de pessoas. Assim, a todo momento, é possível perceber interesses em temas os mais variados, como psicologia do trabalho, crise econômica, demissões, capacitação e qualificação profissional, temas que ajudam a ABRH-Nacional a definir, inclusive, quais temas irá levar para o CONARH, seu mais importante evento.


O sucesso do blog da ABRH-Nacional é tão marcante que a entidade criou um outro blog, este dedicado exclusivamente ao CONARH, que acontece entre 18 e 21 de agosto, no Transamérica Expocenter, em São Paulo.



Você pode conhecer estes blogs nos endereços: www.abrhnacional.org e http://www.blog.conarh.com.br/.

Há dois canais de vídeos online associados a estes blogs, que você pode acessar em www.youtube.com/conarhvideos e www.youtube.com/epressvideos.

Estes vídeos são produzidos exclusivamente para os blogs.

VISITE O BLOG DA ABRH-NACIONALLINK: http://abrhnacional.org/Mais informaçõese-Press Comunicação(11) 2619 1720 e 2275 0036Nuria Sampietronuria@epress.com.br

Pauta postada em: 13/08/2009 19:03

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vencedor do concurso universitário de jornalismo CNN 2009


Foi divulgado na quarta-feira, 12 de agosto, o vencedor do Concurso Universitário de Jornalismo CNN 2009. O prêmio, organizado pela Turner International, proprietária do canal de notícias norte-americano, foi para Marcos César de Oliveira Pinheiro, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ele produziu o vídeo ‘Revolução no processo de juta e malva’. Além de um troféu, o ganhador viajará para Atlanta, nos Estados Unidos, para conhecer os estúdios da rede de TV, que exibirá a reportagem vencedora.

Na cerimônia, realizada em São Paulo, foram anunciados também quem ficou em segundo e terceiro lugares. Eliane Cristina Couto da Nóbrega, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi a vice-campeã com ‘Construindo sonhos!’, enquanto Renan de Carvalho Gouvea, da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), veio logo a seguir com ‘Alunos encontram desaparecidos na internet’.

Na primeira fase do concurso, uma comissão de triagem escolheu os dez melhores vídeos enviados. Na etapa final, a comissão julgadora, formada pelos jornalistas Heródoto Barbeiro, da Rádio CBN; Marcelo Tas, da Band; e Lúcia Araújo, do Canal Futura, definiu os três primeiros colocados.

Acesse o blog e veja os 10 finalistas: http://www.concursocnn.com.br/2009/blog/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

CULTURA TECH CRIANCA INTERNET


NOVA YORK (Reuters) - Crianças estão usando a Internet para ver vídeos no YouTube, se conectarem com amigos em redes sociais e fazer buscas com as palavras sexo e pornografia, afirmou uma pesquisa divulgada esta semana.


A companhia de segurança de computadores Symantec Corp identificou os 100 principais termos de buscas realizadas entre fevereiro e julho por meio do serviço de segurança familiar OnlineFamily.Norton, que monitora o uso da Internet por crianças e adolescentes.


A companhia descobriu que o termo mais popular de busca nessa faixa de público foi YouTube, site de vídeos do Google. A estrela da Internet Fred Figglehorn, personagem de ficção cujos vídeos no YouTube são populares entre crianças, aparece na nona posição entre as principais pesquisas online.


O Google é o segundo termo mais popular e o Yahoo aparece na sétima posição. Enquanto isso, o site de redes sociais Facebook ficou em terceiro e o MySpace em quinto.


Mas as palavras "sex" e "porn" também entraram na lista dos 10 termos mais pesquisados, aparecendo nas quarta e sexta posições, respectivamente.


Outros termos populares incluem Michael Jackson, eBay, Wikipedia, a atriz Miley Cyrus, que interpreta a personagem Hannah Montana em um seriado da Disney, Taylor Swift, Webkinz, Club Penguin, e a música "Boom Boom Pow", da banda Black Eyed Peas.


A representante da Symantec para segurança na Internet, Marian Merritt, afirmou que a lista mostra que os pais precisam ter consciência sobre o que seus filhos estão fazendo online.


"Também ajuda a identificar momentos em que os pais devem falar com seus filhos sobre comportamento apropriado na Internet e outras questões relacionadas à vida online de suas crianças", afirma ela em comunicado da empresa.

A lista foi produzida depois que a Symantec avaliou 3,5 milhões de pesquisas feitas pela ferramenta OnlineFamily.Norton, que permite que os pais vejam o que crianças estão pesquisando e com quem estão falando em mensagens instantâneas e que redes sociais estão usando.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ufa!!! Revolução a vista


‘Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e nós trocamos as maçãs, então, você e eu ainda teremos uma maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho uma ideia, e nós trocamos essas ideias, então, cada um de nós terá duas ideias’. Com essa citação do escritor irlandês Bernard Shaw, Sérgio Amadeu, doutor em ciências políticas e professor do mestrado das Faculdades Cásper Libero, definiu a atual fase de transição pela qual a sociedade passa com as possibilidades do mundo digital.

Segundo o pesquisador das relações entre comunicação e tecnologia, o crescente compartilhamento de bens intangíveis está desviando a rentabilidade da indústria de intermediação e alterando a estrutura da economia moderna. Diante desse cenário dissociado do suporte físico, gravadoras e editoras tendem a perder importância e precisam se readequar.

Ele comentou ainda o polêmico projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que propõe novas formas de enquadramento para os crimes cibernéticos. Denominou o projeto de 'AI-5 digital' e defendeu a liberdade na internet como garantia para a criatividade. Confira, abaixo, a entrevista concedida por Sérgio Amadeu ao Nós da Comunicação.

Nós da Comunicação – Você poderia comentar a polêmica sobre o projeto de lei do senador Azeredo? A internet deve ser regulada?
Sérgio Amadeu – A internet está sob ataque. O fato é que quando a rede se amplia e recobre o planeta, todas as atividades de intermediação são afetadas. A indústria cultural, que estava na relação entre o artista e seu público, e a própria imprensa, que antes definia o que era notícia, tiveram suas estruturas afetadas por uma rede distribuída, que, do ponto de vista lógico, é muito difícil de controlar. Portanto, há uma contradição: nunca foi tão fácil compartilhar conhecimento, bens intangíveis e arquivos, mas, ao mesmo tempo, nunca se tentou tanto bloquear o compartilhamento. Existe uma tensão entre as possibilidades de compartilhamento e criação, e um enrijecimento dessas tentativas de controle, pois a rede embaralha o cenário da intermediação.

Em 2003, o senador Azeredo reuniu uma série de projetos de lei em um único substitutivo, cujo objetivo básico é atender a uma agenda da indústria de copyright, criminalizando práticas cotidianas na internet. O que está sob ataque no Brasil são a liberdade dos fluxos e a criatividade, no que estamos denominando de AI-5 digital, pois torna procedimentos de investigação uma regra na rede. Dessa forma, todo mundo passa a ser suspeito até que se prove o contrário. Várias mobilizações contrárias a essa lei ocorreram e conseguimos parar o projeto. O próprio presidente da República comentou no Fórum de Software Livre que esse projeto é um ato de censura. Precisamos soterrá-lo e aprovar uma lei de direitos civis na internet.

Nós da Comunicação – Como você analisa a questão do direito autoral do ponto de vista do produtor?
S. A. – Como cidadão, acho a figura do direito autoral muito ruim. O instituto do direito autoral nasce a partir do Renascimento, ele é historicamente determinado nesse período. Foi importante para construir uma indústria cultural e uma produção de qualidade massiva. Quando as redes se disseminaram, práticas que as pessoas fazem no cotidiano foram para a rede e ganharam uma dimensão exponencial. Isso está afetando os processos anteriores. Com isso, a ideia de propriedade de bem material é muito difícil de se manter, pois o único jeito de exercer propriedade sobre algo que não tem existência física é por meio da negação de acesso, do controle.

Se vendo um CD de música, o controle de acesso pode ser feito de duas formas: por uma reforma moral na sociedade, dizendo que emprestar esse produto para seu irmão é crime; ou pela criminalização, colocando o Estado, a polícia, para evitar que você compartilhe. São duas opções extremamente superficiais, portanto, o futuro da música e de outras produções intangíveis é ter o produtor vivendo muito mais de seu trabalho e muito menos dos direitos de propriedade. Isso está acontecendo com diversos grupos. No entanto, a maior parte dos produtores de cultura brasileira não está nos catálogos das gravadoras ou das editoras. Nem por isso, eles deixam de produzir e agitar nossa sociedade.

Nós da Comunicação – E como tem sido a reação dessa indústria de intermediação diante desse cenário?
S. A. – Estamos em uma fase de transição. Claro que gravadoras e editoras vão reagir, mas qual o objetivo alegado para a Lei de Direito Autoral? Proteger o criador para que ele possa continuar produzindo sem prejudicar seu processo criativo, pois ele é remunerado por isso. Essa lei está longe de proteger o criador. Ela protege mais o intermediário cultural, a indústria que está no meio do caminho. No caso das redes, da produção de música, perde a importância seja na distribuição ou na produção.

No caso do texto, por exemplo, que também é um bem intangível, após a morte do autor, seu trabalho é protegido por 70 anos até entrar em domínio público. Qual a justificativa de esperar 70 anos após a morte do criador? Incentivar a criação? Mas o autor já morreu... incentivar quem? Não tem lógica.

Nós da Comunicação – E como fica o mercado para indivíduos e grupos produtores culturais?
S. A. – Temos uma situação que a rede exacerbou. Os suportes e seus conteúdos estão separados. O digital liberou a música do vinil, o texto do papel e a imagem da película. Lá, elas podem ser recombinadas de várias formas e multiplicadas ao extremo, sem os limites físicos do suporte, que são escassos e se desgastam. O que acontecerá com o criador da música? Nada, ele continuará criando, mas a rede faz aparecer muito mais criadores competentes. Se um grupo quiser fazer sucesso na rede, não precisa bater na porta da gravadora, pois, se for bom, pode se tornar um fenômeno na rede. O músico viverá do trabalho. Não acho possível reverter essa prática social, pois não é a tecnologia que está criando isso, são as pessoas. É melhor explorar a rede do que criminalizá-la. Na economia de rede, viveremos mais do relacionamento e menos de propriedade. A história mostra que a criação não está necessariamente ligada à propriedade. Em regimes autoritários que tentaram impor uma lógica de criação limitada, como na União Soviética, o grau de criatividade se reduziu. O que garante a criatividade é a liberdade.

Nós da Comunicação – Qual o destino da indústria de intermediação e até que ponto ela terá influência, neste momento de transição, na regulamentação da rede?
S. A. – Ela exerce muita influência, pois tem muito dinheiro acumulado no mundo industrial. Elas estão tentando segurar o antigo modelo, mas há setores que perceberam a necessidade de mudança e já estão tentando encontrar outra forma de manter esse grande acúmulo de capital. As empresas de comunicação, por exemplo, têm de se reconfigurar na rede. Ainda tem espaço para um tipo de intermediação da informação, mas não será mais aquele todo poderoso que dita o que é a pauta da sociedade. Isso acabou. Não acredito mais no modelo baseado no controle absoluto e na propriedade. Muitas dessas indústrias desaparecerão, e outras vão se readequar.

Considero a situação do jornalismo gravíssima, e nem é por conta do fim do diploma, que não passa de uma velha disputa sindical no Brasil. O que afeta a comunicação geral é a rede. Nessa nova esfera pública, os custos para se tornar o falante diminuíram, e a arquitetura da rede não impede que as pessoas possam se conectar e se comunicar. Isso é um fenômeno extremamente novo que afeta a economia da comunicação. Nesse novo equilíbrio, muita coisa vai desaparecer e se concentrar.

Nós da Comunicação – Muitos criticam os sites por conta da questão da credibilidade em comparação com a grande mídia. Como você vê essa situação?
S. A. – As novas gerações vão alterar isso. O caso típico dessa situação foi a morte do cantor Michael Jackson, noticiada na CNN duas horas depois de estar consolidada no Twitter. A velha imprensa está sendo vítima do próprio conceito de credibilidade, pois não está conseguindo acompanhar os fatos. Por outro lado, a credibilidade de um blog tem a ver com a reputação: é muito difícil obter, é muito fácil perder.

Estamos caminhando para uma sociedade mais transparente. O mundo da comunicação de massa era o mundo da minoria falando, agora, o que ocorre é uma grande conversação em rede. É um novo cenário, no qual não sabemos como lidar, pois ainda está em construção. A web não é uma obra acabada. Mal começamos. Encontraremos novas formas de credibilidade e reputação na rede, mas quem está perdendo credibilidade, hoje em dia, é a grande imprensa, que precisa aprender a atuar nessa diversidade e entender que não é mais o filtro. Os filtros são os internautas, cada vez mais colaborativos.

Nós da Comunicação – Qual o potencial de mobilização da web?
S. A. – Mobilizações são muito mais fáceis de serem organizadas com a rede. Hoje, cidadãos comuns têm o potencial de organizar uma manifestação. Antes, quem tinha a capacidade de mobilização eram as organizações, os sindicatos, partidos. A internet é algo que Lênin, líder da revolução russa, disse em um de seus textos. Ele queria um jornal político para toda a Rússia, porque o jornal é um organizador coletivo. A internet também é uma organizadora coletiva, que torna uma pessoa capaz de articular milhares de outras pessoas. Sem a comunicação digital distribuída, eu não conseguiria mobilizar. A internet será um elemento fundamental e muito rápido de mobilização social contra absurdos que venham por aí. A rede permite manifestações com muita facilidade, mas é a intensidade do tema que determinará a capacidade de reunir pessoas presencialmente. Alguns teóricos da deliberação falam que a internet não propicia o debate, mas e a mídia de massa, propiciava? Agora, com a rede, existe o espaço para um debate multidirecional.

Nós da Comunicação – Como fica a questão do direito de propriedade para os sites colaborativos?
S. A. – Os economistas podem até fazer uma análise sobre a Wikipédia, por exemplo, e estipular um valor para a enciclopédia, mas ela não foi criada para valer bilhões de dólares. Ela gera riqueza sem criar valor de troca. Quem a criou, quem colabora, não está pensando em ganhar dinheiro. Repare a situação que estamos vivendo: criamos riqueza nas áreas sem gerar valor de troca. É outra possibilidade que, na rede, criou o jargão web 2.0. A web já estava lá, não mudou. O que mudou foi que as pessoas perceberam a possibilidade de compartilhar.

Publicado por http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=210&tipo=E