Este não é um blog, mas um reblog. É um ambiente de aprendizagem. Mas o que é um ambiente de aprendizagem? - Carteiras? Quadro? Algumas janelas? Nós aprendemos através de nossas interações com professores, pais, colegas e o mundo em nossa volta, considerando que a interação é um dos mais importantes elementos da aprendizagem. Este reblog é dedicado a todos aqueles que colocando perguntas estimulam o estudo e as respostas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Comunicação Comunitária Show de bola


O vídeo-documentário “Mais um” dirigido por Thayane Guedes e Bruna Gati do Centro de Comunicação e Cultura Popular Olho da Rua foi premiado no Festival Visões Periféricas, ocorrido no Rio de Janeiro, entre os dias 21 e 26 de julho. O prêmio, de melhor documentário, foi entregue pela Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Rio de Janeiro – ABDeC/RJ.

O vídeo, que foi produzido a partir de uma parceria entre o Olho da Rua e o Fórum de Juventude Negra do ES – FEJUNES, faz parte da Campanha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra que, desde maio do ano passado, vem denunciando o racismo e a violência sofridos por esses jovens. A Campanha é promovida pelo FEJUNES e conta com o apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

O documentário trás uma abordagem crítica sobre o extermínio enfrentado pela juventude negra. Ele reflete tanto aspectos do extermínio físico, evidenciado pelos altos índices de homicídios dos jovens negros; quanto aspectos do extermínio simbólico, abordando relatos de jovens vítimas do racismo institucional e da atuação violenta das polícias nas periferias urbanas. Além disso, o vídeo apresenta a precária situação das jovens negras.

Ao entregar o prêmio, a representante da ABDeC-RJ destacou que “discutir o viés racista dos diferentes tipos de extermínio da população pobre do país hoje ainda é uma atitude de coragem e resistência”. Ela ainda frisou ao comentar sobre o vídeo que “debruçados sobre a realidade do Espírito Santo, jovens abordam uma problemática que hoje é nacional e sem dúvida merece maior discussão na sociedade”.

O documentário foi lançado no dia 18 de novembro de 2008, durante programação da Semana da Consciência Negra da UFES, e de lá pra cá vem sendo utilizado como material didático nas oficinas, também promovidas pelo FEJUNES, em diversas escolas públicas, cujo objetivo é debater com a juventude os temas refletidos no vídeo.

Além de depoimentos de militantes do próprio Fórum, o vídeo conta com a participação de jovens de bairros estigmatizados da Grande Vitória como, por exemplo, São Pedro, Nova Rosa da Penha, Terra Vermelha e Feu Rosa.

Karina Moura, uma das integrantes do Olho da Rua, recebeu o prêmio emocionada, “Como não poderia deixar de ser, esse prêmio é dedicado aos jovens, negras e negros, que não se deixam calar e lutam cotidianamente por um mundo igualitário, sem opressão de raça/etnia, onde todas as diferenças sejam respeitadas”. E acrescentou, “Pra nós do Olho da Rua esse reconhecimento é muito importante, porque fazemos parte deste movimento, defendemos essa bandeira, por isso nossas produções são na perspectiva de dar voz a esses segmentos da sociedade excluídos da grande mídia. Aqui (no festival) tem pessoas do país inteiro, e conseguimos denunciar, a partir do vídeo, a violência nas periferias e essa tentativa de embranquecimento do Brasil”.

Publicado em 4 de Agosto de 2009 por http://olhodarua.wordpress.com/

domingo, 9 de agosto de 2009

Jornal A Gazeta do Espírito Santo

É possível Controlar a Campanha política na Internet?

Na era da Web 2.0 o dinamismo não oferece limitação de espaço físico para a exposição de mensagens. A participação dos usurários na produção de mensagens resgata um conceito que a muito vem sendo reclamado. A comunicação pressupõe troca de opiniões e intercâmbio. A mídia gerada pelos cidadãos são manifestações criadas e compartilhadas por eles.

Este fenômeno acaba por gerar credibilidade, uma vez que foge à voz oficial das comunicações institucionais dos políticos e influencia grandes grupos de pessoas ligados pelas redes sociais. A Web não é um lugar de persuasão, mas de articulação. Certamente a Internet não faz ou derruba um candidato, mas suas vantagens são fundamentais.

Não há dúvida, sem mobilizar pessoas a Web não é eficaz para eleger um candidato. Os sites de relacionamento, criadores de mensagens de cidadãos, não são mais importantes nas estratégias de marketing político do que um site dinâmico e um poderoso mailing que contenha milhões de pessoa. Sem dúvida não se ganha uma eleição “twittando”. Mas nos tempos atuais o cidadão começa a ter poder de controle de qualidade.

A utilização da comunicação na Web pelas estratégias de marketing político deve definitivamente observar os blogs, fóruns e afins para interagir com o eleitorado e a imprensa. E que sejam permanentes para que se possa acompanhar todo o histórico de ações do candidato. No Brasil somos mais de 45 milhões de pessoas com acesso a Internet. Não é um número a desconsiderar mesmo no país que se caracteriza com a sua desigualdade social.

As mídias geradas pelos cidadãos e a influência que exercem não devem ser negligenciadas por candidatos que querem ocupar cargos públicos. São características da Web 2.0 a comunicação segmentada, a relevância para o usuário, a interatividade que permite a participação e a construção coletiva e rápida criando um debate em tempo real com os candidatos. Ocorre que nos dias atuais emissores e receptores trocam de papéis a todo momento em função dos princípios de colaboração coletiva estabelecidos pela Web 2.0.

Aqui está o maior controle: o controle de qualidade exigido pelo cidadão. Nenhum candidato terá condições de controlar o que os eleitores dizem. A comunicação de mão dupla gera comprometimento pois demanda um engajamento e uma ação das partes. A Internet como veículo expõe o candidato muito mais do que os veículos tradicionais.

A mídia gerada pelos cidadãos, conhecida como boca-a-boca online está relacionada aos milhões de comentários provenientes de cidadãos eleitores. Repito, este é o maior controle, o de qualidade. A bem da verdade estamos saindo da era da produção em massa para outra, de inovação em massa. A platéia está tomando o palco. A inovação liderada por usuários é parte desse cenário criativo e democrático da nova era. As pessoas querem ter voz.


Texto publicado no jornal A Gazeta coluna ponto de vida no dia 09 de agosto de 2009
http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=524412

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fazer contatos...

Networking em redes sociais: você acompanha essa tendência?

Networking nada mais é que a construção de relacionamentos que atendem a interesses pessoais e profissionais. É estar antenado às novidades e às tendências de mercado para se atualizar ao que acontece e fazer novos contatos. Antes da revolução da internet, os únicos meios de fazer esse relacionamento eram por meio de visitas, almoços, cartas e feiras de negócios, métodos necessários ainda hoje, mas que demandam muito tempo e nem sempre são viáveis.

Os meios de comunicação eletrônicos revolucionaram o modo com que as pessoas se relacionam e constroem suas listas de contatos. Hoje muitos profissionais e executivos aderem às novas redes sociais online graças à facilidade do uso, a rapidez e à instantaneidade. Por esses motivos, ferramentas como o Twitter e o LinkedIn, por exemplo, deram certo e hoje fazem tanto sucesso.

Para a conquista de uma oportunidade de emprego, nada melhor mesmo que um bom networking. O microblog Twitter é cada vez mais utilizado para este fim. Portais de recrutamento agora o utilizam para divulgação de vagas e os seguidores economizam tempo, pois as recebem em sua página principal em tempo real. Já o LinkedIn é utilizado exclusivamente para fins profissionais e tem a finalidade de permitir a troca de experiências, a atualização dos acontecimentos do mercado e a interação sobre novas práticas de empresas.

Além disso, uma novidade que, pouco a pouco, toma conta do mercado são as redes colaborativas, que conectam o empregador aos candidatos que estão em busca de uma oportunidade de emprego. Há alguns anos as empresas eram acostumadas a receber pilhas de currículos e demoravam muito tempo para filtrá-los. Hoje as ferramentas da internet e do computador fazem isso em segundos. É muita facilidade e possibilidade de integração.

Esses são apenas alguns exemplos das muitas possibilidades de interação. O que mudou com a ascensão da internet foi que ela trouxe uma maneira muito mais rápida, prática e assertiva de realizar contatos. Basicamente, o acesso a informação se tornou muito mais democrático. Mas é importante ressaltar que não podemos esquecer-nos completamente do contato pessoal e que a internet e qualquer outra ferramenta de comunicação deve ser usada como um facilitador para esse tipo de contato e não como um substituto.

Se utilizados corretamente, os meios de comunicação online e as redes sociais podem ser ótimas ferramentas de apoio ao profissional para conquistar espaço no mercado de trabalho, por meio de outras pessoas que já estão lá, além de divulgar o seu potencial e as competências a quem precisa saber da sua existência. Tenha bom senso e aproveite o que a internet oferece ao seu favor.

Publicado originalmente no site do imasters , quarta-feira, 05/08/2009 - 09:00 - Por Renato Grinberg http://zip.li/Etg9


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Redes sociais antigas como o homem

As redes sociais são uma das mais antigas formas de relacionamento das sociedades organizadas de que se tem notícia. Das mais complexas às mais simples formas de junção, o ser humano dotado de mínima inteligência cria maneiras de se segmentar e buscar os seus comuns para promover troca e se ordenar socialmente – estimulado pela sua proximidade geográfica, interesses econômicos, religião, esporte favorito, receitas de comidas sem carboidratos e por ai vai. Motivações não faltam, uma vez que o homo sapiens é dotado de uma privilegiada estrutura de convivência e não de isolamento ou solidão – ele precisa fazer parte de uma sociedade (do latim, societas = aglomeração/ associação de pessoas).

Não, as redes sociais não são oriundas da internet (lamento!) e tampouco uma exclusividade da web, mas é inegável que o poder de capilarização da www acelerou a sua penetração junto aos usuários da rede mundial, transformando as social nets em um “lugar da moda” – não fazer parte de uma rede social virtual é quase como não saber que o Vik Muniz é brasileiro ou não fazer terapia ortomolecular: você está literalmente “out”. Se você não tem um Facebook em plena atividade, um conselho, meu amigo: compre uma caixa de chá e vá conversar sobre o tempo com a sua bisa, porque você não terá mais influência alguma sobre os seus amigos. Provavelmente nem sobre os seus sobrinhos.

Separemos bem as coisas, então: rede social é um assunto mais velho do que andar pra frente, só que alguns meninos tímidos resolveram se aproximar do resto do mundo através da internet, um veículo extremamente barato, veloz e eficiente – uma química absolutamente perfeita. O que nós, publicitários, comunicólogos e marketeiros ainda não compreendemos é que a internet, com todos esses predicados, é só o meio de propagação das relações interpessoais e a próxima pessoa que disser “vou criar um viral para a internet” merece ser sumariamente despedida.

Estamos na fase do back to basics: uma ação bem-sucedida na web é aquela capaz de extrapolar a internet e promover um encontro ao vivo, carne e osso, entre seres humanos comuns. É aquela capaz de motivar as pessoas a sairem da frente das telas de seus computadores conectados e se encontrarem em uma praça pública para cantar, dançar ou tirar as calças. O maior desafio das redes sociais é nos fazer voltar à vida real, tal como sabíamos há alguns anos.

*Fernanda Graeff é diretora de planejamento estratégico da Holding Clube

Publicado originalmente no site: http://www.chmkt.com.br
Veja também:http://pontomidia.com.br/raquel/arquivos/uma_e_muitas_redes_sociais.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

HOMMER

Em novembro de 2005, o jornalista William Bonner, 46, apresentador do Jornal Nacional (Rede Globo), afirmou que o telespectador médio do principal telejornal do país lembra Homer Simpson, pai folgado e bonachão de "Os Simpsons", desenho animado exibido nos EUA desde 1989.

A comparação foi ouvida por nove professores universitários, no Rio, em visita aos estúdios da Globo. O telespectador do jornal é como Homer, segundo Bonner, porque teria dificuldade de "entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)", segundo relato do professor da USP (Universidade de São Paulo) Laurindo Lalo Leal Filho, que presenciou o encontro, em artigo na revista "Carta Capital" desta semana.

Na época, Bonner afirmou através de nota que usou o exemplo do personagem Homer, pois ele representa um pai de família, um trabalhador conservador, sem curso superior, que após uma jornada de trabalho, quer ter acesso às notícias mais relevantes do dia de forma clara e objetiva. Segundo o jornalista, em nenhum momento, ele pensou no personagem de maneira preconceituosa.

Vinte dias depois o uol criou um enquete . Veja o resultado abaixo.

William Bonner, apresentador do "Jornal Nacional", comparou o telespectador médio do principal telejornal do país com Homer Simpson, pai folgado e bonachão da família de "Os Simpsons". Para Bonner, esse telespectador tem dificuldade de entender reportagens sobre temas mais complexos. Você concorda com o apresentador?


49%
1.718 votos
Sim. A TV lida com públicos de diferentes idades e escolaridades. Um telejornal tem de ser didático e abordar assuntos de interesse geral. Ele não quis chamar o público de burro.



32%
1.117 votos
Não. Ele subestimou a inteligência do público, reproduzindo um preconceito elitista. Sua atitude reflete a arrogância atribuída ao poder de influência da Globo no país.



19%
650 votos
Em termos. É mesmo difícil entender temas específicos como economia. A TV deveria exibir programas educativos, em vez de explorar o popularesco. Bonner deveria fazer um mea-culpa.
Total: 3.485 votos

O Telespectador brasileiro

Levantamento feito pela empresa de pesquisas alemã GfK, mostra que o telespectador dá nota 7 à TV brasileira, numa escala que vai de zero a dez.

Foram entrevistadas mil pessoas com mais de 18 anos em 12 capitais brasileiras.

A pesquisa, que não foi encomendada por nenhuma companhia de TV, constatou ainda que 75% veem TV aberta e 25%, não.

A maioria, 64%, declarou estar satisfeita (deu notas superiores a sete) com o que assiste. Só 7% manifestaram insatisfação (notas inferiores a três).

A aprovação é maior no Nordeste (78% de notas acima de sete) e no Norte e Centro-Oeste (68%). As regiões Sudeste (60%) e Sul (57%) registraram menor grau de satisfação.

Os mais jovens (de 18 a 24 anos) e os mais velhos (acima de 56) foram os que revelaram maior simpatia pela programação gratuita. As pessoas com mais de 56 anos, na média, deram nota nove à TV.

O único recorte que revela grau abaixo do satisfatório é o das classes sociais. Os telespectadores das classes A e B deram nota seis à programação. Em compensação, os mais pobres, da C e D, atribuíram nove.

Entre os entrevistados que assistem à TV aberta, 91% disseram que costumam ver a Globo; 59%, a Record; 48%, o SBT e 38%, a Band. Quanto à frequência, a Globo é a mais vista (67%), seguida de longe pela Record (17%).

As informações são de Daniel Castro, da Folha de S.Paulo.