Este não é um blog, mas um reblog. É um ambiente de aprendizagem. Mas o que é um ambiente de aprendizagem? - Carteiras? Quadro? Algumas janelas? Nós aprendemos através de nossas interações com professores, pais, colegas e o mundo em nossa volta, considerando que a interação é um dos mais importantes elementos da aprendizagem. Este reblog é dedicado a todos aqueles que colocando perguntas estimulam o estudo e as respostas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Não há uma solução de prateleira para aprender


Marcas estáticas, e que acreditam que podem prever o mercado e a inovação, estão mortas.

Aquelas que quiserem sobreviver em um futuro bem próximo não se comportarão mais como substantivos. Ou seja, se moverão rapidamente, evoluindo e incorporando as tecnologias emergentes sem medo.

Além disso, também aprenderão e preencherão as expectativas de um novo consumidor, que é cada vez mais mutante e controla o relacionamento em um ambiente conectado por valiosas pequenas trocas.

As marcas que percebem essa nova realidade começam a explorar avenidas completamente novas na esfera digital. Veja o caso do Walmart, que criou o programa ‘Eleven Moms’, no qual blogueiras influenciadoras foram convidadas a criar uma comunidade para discutir formas de economizar dinheiro. Boa ideia, já que o conceito fundamental do programa está diretamente relacionado ao posicionamento da marca, que é o preço baixo.

Mas por que muitas marcas não conseguem atingir tal relacionamento saudável com as tecnologias digitais emergentes? Verdade seja dita. Apesar do exemplo acima, muitas empresas ainda possuem medo daquilo que é novo ou fazem as perguntas erradas.
A evolução do conceito groundswell, desenvolvido e depois celebrado em um livro pelos profissionais norte-americanos Charlene Li e Josh Bernoff para explicar “uma tendência social na qual as pessoas utilizavam as tecnologias para conseguir as coisas umas das outras em vez de instituições tradicionais”, acontece em uma velocidade tal que as corporações e os profissionais responsáveis pelo gerenciamento de suas marcas não estão conseguindo absorver o impacto – Twitter, Facebook, Delicious, Digg, iPhone e diversos outros, como aquele que ficou para trás, o Second Life.

A lista de aplicações, network e ferramentas é imensa. Parece que há sempre um novo site de relacionamento para entrar ou uma nova ferramenta para testar. Tudo acontece exatamente agora, não é verdade?

Primeiramente, para que uma marca seja percebida como crível no ecossistema digital, estando apta para trazer real valor ao público de interesse e às comunidades, é imperativo que os gestores envolvidos demonstrem conforto ao utilizar a tecnologia digital antes de qualquer coisa.

Afinal, nem todos demonstram isso, não é mesmo? É possível perceber pela grande quantidade de violações das regras de etiqueta das comunidades do Twitter, por exemplo.

Não há uma solução de prateleira para aprender, como muitas vezes é oferecido por aí. Livros sobre Facebook, Ning, iPhone, entre outros, podem até ajudar.

Mas, para entender realmente a tecnologia digital e sua relação com o branding, é necessário utilizá-la diária e ativamente.

Assim, será possível aprender entre erros e acertos. Uma dica dada pelo autor Allen Adamson em seu livro ‘Brand digital’: observe com atenção as maneiras que as crianças utilizam os espaços tecnológicos. “O espaço digital é intuitivo para elas, que estão expostas a isso desde bebê”, afirma o autor. Temos de concordar, não é mesmo?

Outra questão importante é que algumas companhias estão criando políticas de utilização interna para que seus colaboradores desfrutem ou não do mundo digital e de suas tecnologias.

A primeira observação a ser feita é que a linguagem precisa ser mais humana e informal possível, saindo do pedestal corporativo que normalmente dificulta a comunicação e é cada vez mais afastado da realidade da era da participação.

Uma boa dica é a política da Intel, que é direta, simples, humana e realista, pedindo que os colaboradores sejam transparentes, responsáveis e não violem a privacidade da empresa. Isso tudo resumido de uma forma muito amigável.

Por outro lado, algumas empresas, como a Linhas Aéreas Southwest ou a Zappos, que vende sapatos on-line, optam por não produzir um manual interno, possuindo forte e específica política de contratação de colaboradores, já conectados desde o início, com os valores dessas marcas.

Essas companhias incentivam que o público interno incorpore o mundo digital e suas tecnologias emergentes desde o primeiro dia de trabalho sem absolutamente nenhum roteiro, protocolo, trava ou algo parecido.

A Zappos, por exemplo, foi capaz de redimensionar a marca extremamente bem sem publicidade, incentivando seus colaboradores a evangelizar por ela em canais como o Twitter.

Não é possível absorver toda a nova tecnologia atirando para todos os lados. É necessário utilizá-la de maneira alinhada com a visão da marca, sempre com o pulso no mercado em que ela está inserida, claro.

Por exemplo, Scott Monty, responsável pela parte digital da Ford, pretende humanizar o gigante americano através das tecnologias digitais, gerando mais transparência e aproximação com seus stakeholders. Há algum tempo, Monty utiliza principalmente o Twitter para mostrar que a marca tem carne e osso, iniciando conversas e esclarecendo, entre outras coisas, que a companhia não aceitou o dinheiro oferecido pelo governo americano para a reestruturação das montadoras. É um bom exemplo do uso coerente das tecnologias digitais, afinal, essa é realmente uma informação importante.

Outro bom exemplo é o da também empresa automobilística Mini USA, que, para manter o pequeno carro relevante no mercado, efetuou um trabalho de monitoramento on-line, no qual foi possível, entre outras coisas, descobrir como os proprietários se sentiam diante do produto.
A empresa também pôde mensurar os esforços de comunicação efetuados pela marca. Vale lembrar que ouvir por ouvir não basta. Torna-se prática desconexa e desperdício de tempo e dinheiro. É necessário planejar e utilizar o que será aprendido de maneira efetiva, com foco real no consumidor, exatamente como a Mini USA fez.
Empresas e marcas estão apenas começando a entender o poder que as tecnologias possuem e a real necessidade de aceitar e incorporar essa nova realidade. Os adventos tecnológicos têm papel fundamental no branding moderno, pois são facilitadores para a quebra de barreiras entre indivíduos. Além disso, tornam necessária a permanente reciclagem de conhecimento, já que gurus não existem mais por aqui, a não ser o próprio consumidor.

Gabriel Rossi é sócio-fundador da consultoria em branding digital que leva seu nome. Pode ser encontrado nos blogs em português e em inglês e no Twitter. Para contato: gabrielrossi.branding@gmail.com.


domingo, 6 de dezembro de 2009

Blog, twitter e teasers


1 –Promover seus blogs

O Twitter tem prestado um serviço inestimável à blogosfera – aumentar a audiência dos blogs!

Uma das maneiras mais eficazes de aumentar a audiência de um blog é divulgar seus posts no Twitter.

2 – Ver sobre o que as pessoas estão falando para pegar idéias para novas histórias

O twitter é em tempo real, você pode ver o que está repercutindo, pode ver sobre o que as pessoas estão falando, ou melhor, ver sobre o que os seus seguidores estão falando. Uma passada rápida nessas conversas pode gerar vários insights.

3 – Interagir com seus leitores

Twitter é um grande meio de comunicação entre o blogueiro e seus leitores. Os blogueiros podem fazer perguntas, iniciar discussões, enfim, saber o que os seus leitores estão pensando.

4– Interagir com outros blogueiros

Para um blogueiro é muito importante ter contato com outros blogueiros e promover seu trabalho. Quanto melhor a relação com seus colegas blogueiros maiores são as chances de ser parte atuante no segmento.

5 – Compartilhar links interessantes

Links interessantes sempre foram algo que as pessoas adoram compartilhar. E os blogueiros são mestres nisso! Todos os blogueiros que usam o Twitter periodicamente enviam esses links para seus seguidores, esses links não apontam para seu blog, mas representam um sinal de boa vontade e com freqüência resultam em novos seguidores.


Fonte: http://www.midiassociais.net/

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Digital Brand


Mais do que falar com os amigos e ver fotos, as redes sociais reúnem um mundo de possibilidades para os gestores de empresas, seja lá qual for o tamanho delas.

Mas para usar essas ferramentas a favor dos negócios é preciso desenvolver diferenciais inovadores.

“É preciso se destacar em meio à multidão para o consumidor te ver. E isso só é alcançado com criatividade e inovação”, afirma Rafael Kiso.

Atualmente 90% dos usuários de telefones celulares inteligentes acessam o Twitter, dado que dá uma boa idéia do potencial mercado que o Twitter e outras redes sociais oferecem ao empresário. Mas para ingressar nesse mundo e usufruir das oportunidades virtuais é preciso conhecer melhor as ferramentas disponíveis.

Kiso explica que existem três grandes vertentes sociais.

A primeira são as sociais informais, como o Orkut e o Facebook, onde pessoas conhecidas como amigos e vizinhos se relacionam.

Perfis de empresas fazem parte da segunda vertente, que reúne não necessariamente pessoas conhecidas, mas que freqüentam a mesma escola ou trabalham na mesma empresa, por exemplo.

Ferramentas como o Twitter ou o Wikipedia compõem a terceira vertente, que reúne pessoas desconhecidas que buscam algo em comum. E é dentro desse universo que os integrantes de mídias sociais compartilham idéias. “É preciso entender o poder das redes para usá-las a favor da empresa”, conta.

Um indicativo do poder citado por Kiso é o tempo médio que o brasileiro gasta navegando pelas ferramentas virtuais. “Em um mês o brasileiro gasta em média 17% do seu tempo navegando nas redes sociais, número que pode chegar a 70% em públicos específicos”, explica. Outros números impressionam. Atualmente oito em cada dez brasileiros participam de redes sociais.

“O gestor não pode desconsiderar a potencialidade que isso representa para os negócios”, diz Kiso. Alguns cases de uso bem sucedido das redes sociais exemplificam bem essas possibilidades.

O potencial financeiro das redes sociais vai além do lucro. Segundo Kiso, as empresas despreocupadas com as experiências dos consumidores podem sofrer graves prejuízos via internet.

O caso emblemático é o do músico Dave Carrol, que durante um vôo pela United Airlines teve seu violão danificado. Carrol tentou reclamar o prejuízo, mas ninguém da empresa deu atenção.

O resultado foi um prejuízo de US$ 180 milhões em suas ações, que caíram após a disseminação de um vídeo via Youtube em que Carrol cantava uma música reclamando da desatenção da empresa. O vídeo teve seis milhões de acessos.

“Um dos grandes trunfos desses meios é possibilidade de replicar e se eternizar”, afirma.

Como as empresas devem agir:

“Para inovar de verdade e lucrar com isso é preciso prestar menos atenção no que acontece dentro da empresa e olhar mais para as experiências do consumidor”.

Kiso cita o caso de um amigo que comprou uma máquina fotográfica subaquática. O intuito era tirar fotos durante um mergulho em uma bela praia. O resultado? Fotos escuras, a maioria totalmente preta. “Simplesmente ninguém avisou a ele que era preciso tomar cuidado para a luz do sol não ser barrada pela própria cabeça durante a foto”. A frustração de seu amigo é o que Kiso chama de experiência do consumidor.

“Levar isso em consideração é agregar valor à empresa, é evoluir contando com a ajuda do consumidor, que aponta os problemas e onde as empresas devem agir para saná-los”.

Essa contribuição pode ser alcançada por meio das redes sociais, que se tornam ambientes de experiências e conseqüentemente importantes ferramentas de medição da satisfação do público.

Kiso ressalta que nenhum resultado será alcançado sem a estruturação física e cultural da empresa para ingressar no mundo virtual e obter resultados positivos “É preciso treinar a equipe para estar preparada para absorver o que vale a pena e responder em tempo real de forma acertada”.

Fonte: http://br.hsmglobal.com

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Irracionalidade previsível

O economista comportamental Dan Ariely, autor do Irracionalidade Previsível (Predictably Irrational), usa clássicas ilusões ópticas e as descobertas contra-intuitivo (e às vezes chocante) para mostrar que não somos tão racionais como pensamos quando tomamos nossas decisões. Legenda até em mandarim.




Fonte:http://www.ted.com/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

“retro-tio” e o “cyber tio”.


É com grande prazer que reproduzo aqui no blog ambiente de aprendizagem a entrevista exclusiva ao foco em gerações realizada por Manoela Mesquita a Luli Radfahrer - @radfahrer , Ph.D em comunicação digital pela ECA-USP, onde também é professor há quase 20 anos.


Você é professor há algum tempo e deu aulas para pessoas de diferentes gerações, que nasceram antes e depois do boom tecnológico. Que diferenças você enxerga entre elas?

Acho importante deixar claro o que define uma geração. Há até pouco tempo, era a idade que fazia essa demarcação, já que o mundo mudava pouco e quem tinha vivido mais tempo, tinha mais experiência.

Hoje o que demarca é a informação. Tenho alunos que parecem ser muito mais velhos do que eu, quando na verdade eu é que tenho o dobro da idade deles. A capacidade que você tem de estar aberto a novas informações e rever sua visão de mundo é o que delineia a diferença de gerações de hoje.

Então, a mudança se refere a quanto o indivíduo acredita que as coisas são sólidas ou estão em constante transformação. Essa geração de pessoas mais abertas é também mais questionadora, mas não como nos anos 60, quando se rebelavam contra o sistema. Hoje eles querem entender o que está acontecendo e porque as coisas são como são.

Você não nasceu com a tecnologia, é de outra geração. Acredita que seu interesse e conhecimento pelo assunto o aproximam dessa geração que nasceu plugada, ou se sente diferente por não ser um “nativo digital”?

Eu brinco que a melhor definição de “tio” é o que não entende o mundo em que está. Hoje existe o “retro-tio” e o “cyber tio”. O “retro-tio” é aquele que acha que não houve produção musical depois de Miles Davis e usa terno de três peças. O “cyber tio” é o que se separou da mulher, comprou um carro conversível vermelho, vai pra balada e acha que não existia música antes de Chemical Brothers.

Os dois são estúpidos, um porque não reconhece o legado e outro que não reconhece a mudança. Eu continuo em busca de novidades. Tem muita gente que entra na área digital, tenta se acostumar com isso e se acomoda. Essas pessoas, em 1998, eram modernas e hoje voltaram a ser antiquadas. Eu tenho a mesma inquietude de quem está entrando numa área nova, mas continuo me atualizando.

Isso torna a qualidade da minha relação com essa geração melhor, mas com a vantagem de poder lembrar fatos que eles não viveram e misturar com a atualidade. Mas claro, muitas vezes sou atropelado pela tecnologia porque não imaginava que algo aconteceria e, de repente, acontece.

Muito se discute sobre a dificuldade de motivar e prender a atenção da geração atual. Você, como professor, sente dificuldade em manter seus alunos concentrados?

Se você não busca evoluir, avançar e espera que tudo chegue pronto, é claro que não consegue motivar ninguém. É como em qualquer emprego, depois de 12 anos começa a achar tudo chato e anda devagar.

Como motivar essa moçada? Mostrando novidades. Não adianta ensinar Platão se você não conecta isso com alguma coisa relevante pro dia a dia. É muito fácil se queixar que o jovem não presta atenção. Mas como se explica que ele passa 16 horas num videogame de imersão? Lê Harry Poter em um dia e meio? Esse cara tem atenção, mas há algo errado com as pessoas que não conseguem atraí-la.

Recentemente, a Universidade de Stanford publicou uma pesquisa sobre essa geração, conhecida como multitarefa, revelando que, na verdade, quem faz muitas atividades ao mesmo tempo, não faz nada direito ou com profundidade. Você considera a geração de hoje superficial, tanto em suas relações quanto em conhecimento?

Isso é o que eu chamo de “atenção parcial constante”, e que antigamente chamavam de “Distúrbio de Déficit de Atenção” ou hiperatividade. A pessoa tem atenção parcial em várias tarefas, como a mãe que conversa com um filho de olho no outro. Mas é muito fácil falar dessa nova geração.

Na década de 40 não havia internet e vai ver se o profissional produzia 100% do tempo furiosamente. Claro que não! Ele passava oito horas ou menos no trabalho, produzia pouco e se dispersava menos. Hoje as pessoas passam muito tempo no trabalho, se dispersam muito, mas produzem da mesma forma.

É muito fácil dizer que o jovem é isso ou aquilo, mas antes os jovens se dispersavam de outras formas, conversando com os colegas, tomando café. Isso é natural do ser humano, a única diferença é que as pessoas precisam estabelecer um ritmo de convívio online.

Em seu livro A Arte da Guerra para quem Mexeu no Queijo do Pai Rico você critica o modo de vida das corporações, principalmente sua forma de comunicação. Quais, em sua opinião, são os pontos fracos das companhias de hoje?

Antigamente você fazia de tudo para passar num concurso público e nunca mais se preocupar em pensar. Hoje o indivíduo faz isso quando passa num programa de trainee de uma empresa grande, ele batalha para entrar e faz qualquer coisa para não sair.

Arranja um emprego e não quer crescer mais, o que não cria uma meritocracia, mas sim uma “mediocracia”. Tem muita coisa torta hoje e acredito que um ambiente digital permite que elas melhorem, sejam mais visíveis. Mas não se pode dizer que em vinte anos toda a forma de pensar mudou.

Mas você acredita que o problema está na estrutura das empresas ou nos próprios profissionais?

Nas duas coisas, na relação de comodidade dos dois lados. O sujeito faz de tudo para não sair de lá, a corporação percebe que ele está cômodo, mas não muda. É uma relação extremamente viciada, mas confortável.

Quantas vezes as promoções são feitas por mérito? Quase nunca.

Quanta gente não odeia o trabalho? E se todo mundo odeia o trabalho, é claro que o problema está nele.

Você acredita que os processos tradicionais das companhias contribuem para a pouca adesão dos jovens, que não conseguem mais ficar muito tempo num mesmo emprego, buscando sempre novas oportunidades?

O jovem fica no máximo 18 meses, quando tem trabalho, pois as empresas não estão sabendo se renovar. Ele chega com vontade, não acredita em pragmatismo, quer propor inovação e cada ideia nova é massacrada, fazendo-o perceber que ali não é seu lugar.

O jovem não está indo embora de país ou para a criminalidade, ele está indo embora, pois enxerga que aquilo não é bom para sua vida e vai tentar outra coisa.

Até que vira pai de família, vê que é tudo a mesma coisa e se estabiliza num lugar, extremamente decepcionado. O que vemos hoje e que é um ponto positivo é que está havendo um surto de empreendedorismo, pois muitos percebem que o sistema está torto e vão procurar fazer diferente, melhor.

O grande problema nas empresas é que ainda existe o pensamento de que em time que está ganhando não se mexe ou de seguir as boas práticas de mercado, em que se copia o que deu certo com o outro. As empresas precisam criar e não copiar o que já funcionou com o concorrente, caso contrário ela quebra.

O que você sugere como alternativa a essas empresas, como forma de atrair mais os jovens para que permaneçam nelas mais tempo?

Tentar entender onde ela está. Quando empresas surgiram nos anos 40, 50, surgiram de uma ideia, de uma paixão, e se tornaram enormes. Empresas como Apple se reinventam o tempo todo e são admiradas. A Apple não faz grandes produtos, mas sempre tenta fazer um negócio diferente e todo mundo a remunera pela coragem de tentar.

Se uma empresa quiser realmente sobreviver, ganhar mercado, ela precisa investir em pesquisa, compreender o que o público quer e apostar nessa relação. É preciso sempre se reestruturar, se fortalecer e jogar fora pessoas que não fazem absolutamente nada. Se uma empresa tem 300 pessoas no RH ela tem problemas, aliás, se tem mais de quatro pessoas no RH, tem alguma coisa torta.

No livro, você critica a necessidade de todos terem de ser líderes. Gostaria que explicasse os males que isso traz aos profissionais, por que exatamente pensa que esse é um método falho?Como você pode ter uma empresa onde 100% das pessoas são líderes?

Esse sistema é torto.

Se você tem quarenta pessoas em uma empresa, não pode ter quarenta líderes. Se você é aquele cara apaixonado e realmente quer ser um líder e trabalhar o dobro tudo bem, mas você tem que querer isso.

A liderança não deveria ser melhor remunerada, deveria ser de acordo com o que a pessoa quer. Isso ser uma condição para progredir é errado, pois você pega alguém que está a mais tempo na empresa e sobe pragmaticamente, assim como no governo.

Quanto ao processo educacional, você acha que ainda existe um gap muito grande entre a universidade e o mercado? Existe uma forma de a universidade preparar melhor seus alunos para que esse processo seja mais fácil?

A universidade não é curso de adestramento.

Quem disse que ela deve preparar um profissional para as empresas?

Eu concordo que está cheia de problemas e é uma das instituições mais arcaicas que existe. Mas, tanto os estudantes quanto as empresas, precisam entender que a universidade deve fazer com que eles pensem de forma universal, consigam inserir suas profissões em um cenário global.

A universidade vai te ensinar a fazer perguntas que ajudarão a entender qual é a inovação.

O resto é curso de treinamento que deve ser feito fora da universidade. Se você tem problema em achar estudante para colocar na sua vaga, o problema está na sua vaga. A empresa precisa entender qual o problema e suprir isso, seja financiando a área de pesquisa de uma universidade, seja trabalhando com um mercado de treinamento em que ela pega o aluno da universidade pelo que ele tem de melhor.

Eu não tenho que enquadrar a forma do jovem pensar e sim tentar aproveitar o lado bom disso, pois ele é mais do que uma máquina de somar, multiplicar, fazer relatório e participar de reunião.